#29 - Não há Tempo como o Presente…

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Inicialmente pensei que a edição de Setembro seria o lugar e a altura ideal para ligar a escola, chamando à atenção dos nossos serviços de explicações. Pensei que o tema ( dirigido aos pais) seria algo como: PORQUE DESVALORIZAR O QUE DEVERIA TER COMEÇADO À ANOS ATRÁS, QUANDO PODE COMEÇAR HOJE? Ou talvez algo mais suave como este típico clichê: “O PÁSSARO MADRUGADOR APANHA A MINHOCA!”. Algo atractivo que chamasse a atenção, não só à escola mas para um problema prevalente, a falta de interesse e/ou compromisso na educação dos seus filhos. Do ponto de vista comercial, pensei em focar em como os pais consistentemente esperam até ao último minuto antes de providenciar a ajuda que os seus filhos precisam. A consequência é geralmente o chumbo do aluno ou ele/ela passa (por pouco) mas não aprendem muito.

Estava decidida a escrever este editorial. Portátil a postos, dedos ágeis (prontos a digitar) quando de repente me ocorreu: como poderia incentivar os pais a investir no sucesso académico dos seus filhos, depois de publicar a edição de Agosto, onde inflexivelmente destaquei que o sucesso de um aluno não pode ser definido num exame? Onde essencialmente referi que o peso da presente noção de sucesso académico pode diminuir a confiança e auto estima de muitos alunos? Rejeitei a rigidez do nosso sistema de educação, as limitações que este traz aos alunos e depois tive a audácia de pretender promover os nossos serviços de explicações, que predominantemente são usados para a preparação de exames? Oops! Que tipo de educadora era eu afinal?

Depois de alguma reflexão, a resposta surgiu: “ Sou uma educadora dedicada a trabalhar num sistema que é, na melhor das hipóteses, imperfeito e no seu pior um desastre. Pensei que queria uma revisão do sistema mas não estou, nem qualificada, nem capaz de ser um instrumento de implementação de mudanças necessárias. No entanto, posso chamar a atenção para as suas problemáticas na esperança de despertar interesse em alguém qualificado e com capacidade para corrigir as lacunas do nosso sistema. Posso também ajudar os alunos a aprender “aquilo que é suposto aprenderem”, de forma a despertar o seu interesse, centrado no aluno ao invés de ser centrado nos resultados.”

Assim…Não acho que estou a ser hipócrita. Não podemos permitir que as nossas crianças e jovens abandonem um sistema que ainda não tem substituição. Os alunos não se devem definir a si mesmos com base nos resultados dos exames e nós, definitivamente, não os deveríamos sujeitar a esse tipo pressão.

Embora devamos encorajá-los a reconhecer as lacunas do nosso actual sistema de educação, também os devemos encorajar a trabalhar no seu melhor até que tenham aprendido a melhor forma para a mudança.

Assim pais… parem de pôr de lado e esperar até duas semanas a um mês antes, ou até mesmo um ano, para dar aos vossos filhos o apoio extra que precisam. Os indícios habitualmente estão lá há anos em forma de notas baixas ou medíocres, deixar chegar a um ponto crítico é prestar um péssimo serviço. As explicações são um óptimo investimento no futuro dos seus filhos, especialmente se os acompanhar verificando se estão a aprender alguma coisa. Se estiver, BINGO! Ainda assim, pode não garantir uma nota alta, mas as hipóteses melhorarão e certamente o seu nível de confiança também e isso fará uma diferença significativa no seu futuro.

Nota: As frases em itálico (ou seja, o interesse em / compromisso com) são, na versão Inglesa, exemplos de preposições dependentes que são o tópico da Dica ESL deste mês. :)

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