#28 - Se Não Atingir a “Meta”, Ainda Pode Começar…

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Todos temos diferentes aptidões, processos de pensamento, experiências e genes – então porque temos classes cheias de indivíduos testados da mesma forma?”

– Suli Breaks


Aos Pais:

Nós limitamos as nossas crianças e jovens. Limitamos por dar mais importância aos resultados do que ao processo em si, por educar com base numa hierarquia de assuntos que beneficiam essencialmente um sistema económico industrializado (onde os assuntos mais úteis para o trabalho estão no topo) e glorificando a capacidade académica, estigmatizando muitas vezes as aptidões não-académicas em simultâneo.

Mais especificamente no que diz respeito aos resultados, limitamos os nossos jovens por dar demasiada importância aos resultados dos EXAMES. Os nossos jovens são julgados e testados pelo seu desempenho nos exames com pouca ou nenhuma consideração pelo facto que nem todas as pessoas se adaptam a este tipo de avaliação. Ponto. Outros alunos têm desempenhos piores simplesmente porque não aprendem. Isto acontece habitualmente pelo facto de o nosso rígido sistema educacional não se adequar às suas necessidades de aprendizagem. Porquê faze-los sentirem-se estúpidos?

Em Portugal os exames nacionais foram realizados no início do verão e as “repetições” (exames de 2ª fase) tiveram lugar pouco tempo depois. Muitos jovens chumbaram ambas as vezes e por conseguinte não lhes será permitido entrar na universidade no próximo ano lectivo. Terão de esperar pelo próximo ano para refazer os exames na esperança de poder entrar nas fileiras dos “instruídos”. Iremos perder alguns destes jovens e isso não necessariamente porque não vão atingir um diploma universitário. Vamos perdê-los principalmente devido à manifesta falsa noção de que a educação requer boas avaliações apenas adquiridas entre as quatro paredes de uma sala de aula.

Devemos repensar como e com que finalidade se avaliam os alunos. A avassaladora razão para fazer uma significante e expressiva mudança a todos os níveis na educação é que nós (enquanto sociedade) desperdiçamos muito do talento natural e das capacidades das nossas crianças e jovens, especialmente se não forem de encontro à rígida estrutura actual. Precisamos de encontrar formas inovadoras de avaliar o progresso dos alunos… uma avaliação com base nos seus interesses e talentos ao invés dos interesses de outros. Precisamos de parar de fazer dos resultados dos exames a maior forma de reconhecimento de sucesso. Temos de parar de fazer os alunos sentirem-se idiotas simplesmente porque não atingiram uma marca, que tão pouco ou nada tem a ver com a sua realidade.


Aos Jovens:

Atinjas ou não “a marca”, precisas fundamentalmente de assumir o controlo da tua educação. Não te deixes ser vítima da mesma coisa que os teus pais provavelmente fizeram… o compromisso com um sistema baseado na noção de sucesso ser igual a ‘resposta certa’ ou ‘caminho certo’. Expande a tua mente. Não esperes que a oportunidade te venha bater à porta, procura-a. Se precisares de esperar mais um ano para o próximo exame, auto educa-te – poderás não ter outra oportunidade destas novamente. Os recursos estão lá fora… em livros, na internet, num trabalho honesto, etc.

Como tão bem referido por Suli Breaks, ‘Precisamos de abrir as nossas mentes e perceber que os resultados dos exames não são o barómetro de sucesso e que não os podemos deixar decidir a nossa sorte. Nós somos responsáveis
pelos nossos destinos!’
.


**Suli Breaks é um artista da palavra falada (um poeta) que começou a ganhar reconhecimento através do rap ‘Why I Love Education, but Hate School’. Os seguintes links do YouTube são para este poema bem como para o seu mais recente poema intitulado ‘I will not Let an Exam Result Decide My Fate’.’.

- Open http://www.youtube.com/watch?v=D-eVF_G_p-Y.

- Open http://www.youtube.com/watch?v=y_ZmM7zPLyI.

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