#14 - Contar Histórias

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As crianças gostam naturalmente de histórias. As histórias são mágicas no sentido em que fomentam um sentimento que nós, adultos, tendemos a perder demasiado rapidamente. As histórias dão-nos ensinamentos sobre a vida, sobre nós próprios e as pessoas à nossa volta. Como tal, contar histórias é uma forma interessante de desenvolver a compreensão, o respeito e o apreço pelas outras culturas. No entanto, é também especialmente útil no ensino e aprendizagem de línguas. Como ferramenta de aprendizagem para aulas em pré-escolas, contar histórias pode incentivar os pequenos aprendizes a explorar a sua expressividade única e aumentar as suas capacidades de comunicação de pensamentos e sentimentos.

Contar histórias em ESL (Inglês como língua secundária) depende muito da visualização (vendo imagens) e da gesticulação do corpo. Como método de ensino, a narração de uma história não requer exatidão. Os objetivos gerais são estabelecer um simbolismo, adquirir algum vocabulário e facilitar às crianças o começar a produzir uma língua estrangeira. Claro que, no caso do ESL, essa língua é o Inglês.

Como as crianças tendem a gostar de ouvir contos de fadas, um professor e/ou os pais não precisam de procurar muito para encontrar alguns dos grandes clássicos. Hans Christian Andersen escreveu muitas das histórias famosas como “O patinho feio”, “A Pequena Sereia” e “A Polegarzinha”. Depois há também a coleção de contos de Fada dos irmãos Grimm: “Cinderela”, “Branca de Neve”, “Hansel and Gretel”, etc. Claro, estas histórias são usadas numa forma abreviada nas atividades de Inglês do pré-escolar (e muitas vezes da primária). Seja qual for a história escolhida, deverá ser preenchida com muitas imagens e diálogos. Onde há uma falha nas imagens, o professor ou os pais poderão criar o seu próprio guião ou confiar na sua própria fisicalidade e voz para ilustrar a história.

Obviamente há ainda outras boas histórias. Ainda estou para encontrar um grupo de pré-escolar que não grite de alegria quando trago à cena “The Very Hungry Caterpillar” de Eric Carle’s. Este livro é uma ferramenta maravilhosa não só para ensinar os jovens alunos sobre a vida das lagartas e consequente metamorfose em borboleta, mas também oferece a possibilidade de aprender muito vocabulário relacionado com a comida.

O principal aspeto a ter em mente quando contar histórias como método ESL é que a interação professor/aluno (ou pais/criança) é essencial. Interação significa que o professor ou os pais guiam a criança pela história. A criança tem o seu “papel” e repete a sua parte do diálogo (sejam apenas palavras-chave ou frases completas) depois do professor ou dos pais. Com o tempo as crianças aprendem o que têm de dizer na sua parte da história. Nessa altura é possível passar da narração à dramatização da história e/ou representação de papéis. Depois da narração, estas técnicas de acompanhamento podem ser a base para fazer um pequeno teatrinho. A dramatização é particularmente adequada a crianças dos primeiros anos da primária; no entanto, as crianças do pré-escolar também o conseguem fazer e também têm relativa facilidade em interpretar as suas histórias usando canções. Cada criança ou grupo tem o seu papel de acordo com a história e o professor ou os pais ficam com o papel de narrador e juntos atuam /cantam falando uma língua estrangeira. Por vezes estas atividades precisam de muita preparação, mas toda a gente gosta. As crianças gostam porque são divertidas e interativas; pais e professor gostam, não só as porque crianças se estão a divertir, mas porque estão também a aprender a falar em Inglês.

Courtney How, Managing Director

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