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Quando se olha de perto, há de facto muitas semelhanças entre professores e políticos. Enquanto professor definitivamente temos de agradar as pessoas. É preciso fazer promessas e cumpri-las. Também é preciso ter atenção a uma série de detalhes acerca de diferentes pessoas, especialmente se se tem muitos alunos. Apesar das semelhanças aos políticos, os professores precisam de ser um como um político sem se meter em política, a fim de construir uma sala de aula centrada no aluno. Algumas dicas:

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Seja o mais democrático possível. Ouça as ideias dos seus alunos, descubra as suas necessidades;

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Envolva os seua alunos nos processos de desisão sempre que possível. Dê opções relativas à aula e aos trabalhos for a dela no entanto é importante dão deixar as coisas demasiado abertas. Por exemplo, se tiverem de escrever um paragrafo usando uma determinada forma gramatical, dê duas ou três opções a escolher.


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Conheça melhor os seus alunos – o que os faz essenciais. Aprenda o que gostam e o que não gostam e lembre-se dos detalhes. Isto permitirá trazer os seus interesses para as discussões e atividades nas aulas.

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No geral, diria que o mundo tem uma relação de amor / ódio com a América. Tende a ser mais ódio do que amor, mas ainda assim, há uma mistura. No entanto, sinceramente eu não sei por quanto tempo este amor irá durar.

Não estou certa de por quanto tempo algumas das peculiaridades engraçadas que fazem a América e os americanos distintos não ficarão completamente ofuscados pelos ‘caprichos’ perigosos dos jogos políticos no cenário da política de hoje. Muitas pessoas noutras partes do mundo consideram certas coisas estranhas e confusas sobre a América, mas ninguém realmente considera insensato, a parte dos tamanhos enormes, os nossos cubos de gelo em bebidas já refrigeradas, ou as nossas combinações de alimentos incomuns (por exemplo, gelado com refrigerante, bacon e xarope de ácer, etc.) No entanto, há outros aspetos da América que merecem muito mais preocupação.

Enquanto Americana, habitualmente sinto-me muito triste, chocada e altamente embaraçada pela agressividade da política externa dos EUA. A lista dos países onde os militares dos EUA estão ou que estiveram envolvidos é inquestionavelmente impressionante – embora não de uma forma positiva. Enquanto americana que viveu na Europa por 15 anos, também comecei a sentir alguma tristeza e vergonha, tanto da arrogância e ignorância que parece estar tão difundida pelos americanos. A arrogância na nossa presunção de que o nosso modo de vida é superior a todos os outros é transversal nos Estados Unidos, embora, obviamente, em graus variados. A ignorância relativamente aos outros países e como a política dos EUA afeta muitos desses países nunca deixa de me surpreender. A arrogância e ignorância são, compreensivelmente, o suficiente para fazer que o mundo nos odeie.

Mas a América está agora no caminho de mau a pior, batendo no fundo com o desenrolar da corrida dos Repúblicanos. Algo de muito assustador se está a passar na arena política de hoje. O legítimo discurso e debates políticos estão a ser substituídos pela política de circo com base em falsidades sensasionalistas comprovadas. Donald Trump, o favorito republicano, está a realizar uma campanha baseada em incitar e explorar o medo e o ódio. O problema é que as questões que ele está a usar para espalhar o medo são as que verdadeiramente estão a legitimar os debates. Questões que envolvam imigração e terrorismo certamente justificam debate. Contudo, não obstante ter usado linguagem inflamatória que associa os Mexicanos a violações e Islâmicos a terrorismo, Trump ainda não apresentou nenhuma solução real para qualquer questão. Ele comporta-se como um bully. Mas o que ainda é mais assustador é que a sua estratégia no geral tem no levado bastante longe. Na verdade ele encontrou uma audiência temível, de mentalidade reduzida e ignorante.

Apesar de quão assustadora e embaraçosa seja a campanha de Trump e de como poderá prejudicará o presente na história americana, eu ainda estou esperançosa. Alguém como Trump só seria capaz de reunir uma audiência numa arena política que é altamente partidária tal como é a de hoje. Curiosamente, esta mesma arena partidária é o que faz Bernie Sanders um candidato viável para a corrida democrata. Assim como Trump é o primeiro candidato na minha vida que traz toda uma esfera negativa, que faz paródia da política, Bernie Sanders está a ganhar terreno sobre os seus pontos de vista socialistas globais. Isso é outra primeira vez na minha vida. Uma possível vanguarda com tendências socialistas é inédito no nosso sistema político. A diferença é que Sanders realmente promove debates relevantes. Trump não. Vamos torcer para que os americanos façam a escolha certa nas próximas eleições – que reflita o melhor dos valores americanos, em vez de o pior.

Courtney How

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